O Velho de chapéu

O Velho de chapéu vagueava por Lisboa,
foi sentar-se com o Pessoa
e pediu um chá
com Mel. Bebeu a maresia.
Metade escorreu pela barba longa.
Nove gotas pelo bastão,
e um olho no poeta.
Outro nos mundos onde deambula,
E o galope de uma mão, e outra,
que a anula,
e duplica sobre a mesa de metal.
E o chá, a magia e a poesia?
Dá um trago, que o lobo é letal.
Lá dentro, guerra, heresia.
Cá fora, filho de Borr, imortal.

Marco Odinsson